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segunda-feira, setembro 07, 2015

Resiliência!

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Há um tempinho atrás em uma aula que eu julgava chata pra caramba eu aprendi o significado dessa palavra...

Resiliência significa voltar ao estado normal.

Lorena, aos 19. Barragem de Ponto Novo, Bahia.
E foi então que percebi que essa palavra tem sido meu lema há algum tempo, principalmente desde que cheguei aqui em São Paulo. Voltar ao estado normal... Voltar ao estado normal após cada tropeço, cada queda, cada não, cada porta que se fechou e até mesmo cada porta que se abriu. Apenas, voltar ao normal!  A maioria não sabe, e de fato nunca saberá, mais nada aqui foi ou é muito fácil, e nem digo só pelo lado financeiro, mas principalmente pelo lado emocional e psicológico. Deixar sua família, amigos, sua casa, sua vida, todos os seus referências em busca de algo novo não é uma das coisas mais simples de se fazer. Nunca vou esquecer de quando horas antes de embarcar minha mãe me perguntou se eu estava certa disso e disse: Ló, cuidado, lá é terra que filho chora e mãe não vê! Não vou poder lhe proteger...




Decidir assim mesmo fazer as malas e ir atrás de um sonho que TODOS, sim todos, achavam loucura da minha cabeça... não é a coisa mais fácil do mundo. Ouvir coisas como: Você não vai aguentar. Não leve tudo, logo você volta. Ela está indo atrás dele e tantas outras infinitas frases que preferi nem escutar..   Pouca grana e um turbilhão de incertezas, e claro, aquelas palavrinhas malditas que eu detesto me rodeavam a cada passo dado: E SE..? E se der errado? E se eu não for? E se não for o que eu imagino? E se... E se... E SE.. Até que eu dei um mute nisso e pronto, um passo à frente e eu já não estava no mesmo lugar.  Até hoje todas as vezes que olho pra trás vejo o infinito amor de Deus guiando meus passos, me cuidando... Não foi fácil e tem um lado dessa história que só eu e Deus conhecemos, só nós dois sabemos a parte boa e ruim, porém se fosse pra voltar aquele 07 de dezembro de 2013, novamente eu teria embarcado no avião e seguido ao que um futuro incerto me reserva. Todas as quedas, todos os fracassos e erros mudou a minha vida, o meu destino, mudou a mim mesma. Nada mais é igual ao que era antes, a vida mudou, as prioridades mudaram e acima de tudo: eu mudei! Já não sou a mesma. Mais do que nunca eu aprendi que:  Resiliência, significa voltar ao estado normal!

terça-feira, dezembro 04, 2012

A vida me obrigou a olhar para trás e agradecer...

3 comentários

 
Eu mudei de casa para me libertar da vida dupla que levava. Mudei pra ter a liberdade de entender e escolher quais partes das duas pessoas que habitam em mim, eu queria de ser.
Confesso que achei que seria mais fácil…
Acontece que pela primeira vez na vida eu tenho controle sobre a minha vida, o meu futuro, as minhas escolhas e  sei exatamente quem sou. Ao mesmo tempo em que fico aterrorizada com a possibilidade de dar tudo errado, me vem esse ímpeto de me jogar de cabeça e sem paraquedas nessa vida louca de incertezas.
Não sei o por quê de ser tão controladora. Gosto das coisas do meu jeito e no meu tempo. Alguns dizem que é por causa da genética (minha mãe), outros dizem que é coisa do signo. Eu prefiro acreditar que foi o mecanismo de defesa que desenvolvi para não ser dominada por tudo aquilo no qual queriam me transformar.

Parece que foi ontem que decidi ir contra todos e sair de casa, logo eu que sempre dependi dos pais pra tudo. Parece que foi ontem que eu decidi mesmo com toda a dor que estava sentindo, transformar minha situação. Parece que foi ontem que eu cheguei na casa da minha mãe com as malas disposta a tirar tudo meu. Parece que foi ontem que eu me sentia tão feliz e angustiada ao mesmo tempo. Ainda me lembro da cara de tristeza do meu irmão se despedindo de mim. Lembro da sensação de chegar na casa da minha avó. 

Lembro de como foi passar a primeira noite lá, de como foi duro me acostumar com os ônibus super lotados e dos perrengues que passei me perdendo por aí. Me joguei em uma aventura completamente nova e agora vejo minha vida pelo avesso e de ponta cabeça.
Deu medo sair da minha vida de conforto econômico. Dá medo ter  pessoas te observando e esperando o teu primeiro passo em falso. Só que esses medos são ínfimos perto das coisas que aprendi nesses quase 5 meses.

No dia fui fazer a matrícula da faculdade, olhei em volta e senti orgulho de mim. Eu ainda tenho milhões de sonhos nesse coração, ainda tenho muitos planos na cabeça e muita vontade de fazer acontecer. Mas, eu olho onde eu cheguei e como eu evoluí e só consigo chorar um choro bom. Nunca nesses 5 meses me faltou nada. Deus, nunca me deixou na mão, NUNCA, e não é agora que isso vai acontecer. Eu tô perdida, mas sei que é o processo para me encontrar. E tem mais: eu não vou deixar ninguém julgar o caminho que eu resolver trilhar. 
Mais é bem verdade que nada disso seria possível sem a ajuda, o apoio do meu querido pai, sem dúvidas o melhor do mundo! 

As minhas escolhas, que há 1 ano eu seria proibida de fazer, simboliza a força que muitos acreditaram e decretaram que eu não teria. Elas simbolizam o equilíbrio que eu preciso ter para chegar lá – onde quer que seja. E é para a minha vida, pras minhas escolhas que eu olho toda vez que levo as mãos ao rosto pra chorar de tristeza ou medo.
Há 5 meses eu olhei só para frente e segui até aqui. Agora a vida me obrigou a parar e olhar para trás, para ver, dar valor ao que já aconteceu e começar a me descobrir. O que acontecerá amanhã eu não sei, mas tô ansiosa pra descobrir. Ainda mais diante dessa data tão especial que se aproxima. Deus está me dando um novo ano e pretendo usá-lo da melhor forma. Então, apesar de tudo que vivi até aqui, só posso agradecer a Deus por cada luta, por cada obstáculo, afinal, a vitória tem sido continua...










                        Enfim 19 anos! HAHAHAHAHAH'

quinta-feira, janeiro 05, 2012

...

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Às vezes as pessoas têm uma ideia errada da gente. Ideia que, provavelmente, contribuímos para formar - ainda que sem perceber. Reconheçamos.
O grande lance é quando isso muda, sabe? Quando a gente vai criando espaço no olhar, na vida e no coração das pessoas; quando, aos poucos, a gente vai cativando e se deixando cativar; conhecendo e se deixando conhecer. Essa é uma das grandes lindezas que a vida tem me ensinado: dar passos sempre sinceros, porém mais leves, na direção do amor.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

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É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identida...de. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na platéia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.



Não sei de quem é o texto, é um dos meus prediletos e estava aqui nos meus arquivos.

domingo, setembro 04, 2011

#desabafo

1 comentário
Eu sempre fui muito carinhosa, muito sentimental, muito feliz. Sempre chorei por motivos bobos, sempre andei com um sorriso estampado no rosto, independente de estar feliz ou não. Mas ultimamente, a vida tem me mostrado seu lado mais sombrio, um lado que eu ainda não havia conhecido. E esse lado da vida, está levando embora tudo o que eu era. Eu não quero que seja assim, eu ainda quero ser a menina que sonha alto, que não tem os pés no chão, que sonha em ter a vida como um conto de fadas. Eu não quero que esse meu lado menininha vá embora, não quero que a vida me torne uma pessoa fria, nem quero que todos os meus sonhos desapareçam. Eu quero continuar sendo quem eu era, mesmo que metade do que fui já tenha desaparecido, mesmo que a vida não queira assim.