Mostrando postagens com marcador #Fan Fic. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Fan Fic. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, abril 27, 2012

Fanfic - Not Like The Movies - Cap. 2

2 comentários
Cap. 2 Egoísmo.

      Em meio a escuridão, me senti sendo puxada pra cima rapidamente, mesmo que a força da água atrapalhasse um pouco. Meus pulmões que imploravam por ar dentro da água começaram a trabalhar novamente. Eu me esforcei pra continuar consciente, mas eu não conseguia lutar contra o cansaço que pairou sobre o meu corpo.

- Júlia! Júlia! Acorde, fique comigo...

            A voz cálida ecoou como um sussurro nos meus ouvidos. Eu lutei para abrir os olhos, e isso foi mais trabalhoso do que eu pensei. A vertigem vinha e ia, e assim se repetia inúmeras vezes. Contudo, com dificuldade eu consegui ver a imagem borrada de alguém na minha frente. Parecia ser um garoto... Seria o meu garoto?  Ele estava molhado, assim como eu, seu cabelo pingado sobre suas roupas, em sua face uma expressão aflita.
Era assim que eu imaginava meus últimos momentos. Ao lado da pessoa que eu mais amei e dediquei minha vida inteira, deitada sobre seu colo e sendo acariciada pelos seus dedos macios. Apesar de tudo, eu estava feliz. Pelo menos eu iria morrer na companhia de alguém que amo.

E seria como naqueles filmes baseados em fatos reais, quando a mocinha está deitada sobre o colo do amado, esperando que o seu coração desse sua última batida. E mesmo que pra muitos, aquela fosse uma cena triste e comovente, para ela seria um momento feliz, pois cumprira a promessa de “Juntos até que a morte nos separe”. E seria assim para mim. Eu estava ao lado dele, e era somente isso que importava. Nem minha vida cheia de fantasias desnecessariamente luxuosas e desejos perdidos em meio às ilusões importava agora. Só ele. E era assim que eu imaginava o meu fim – ou um novo começo, dependendo da vista de cada um. Meu coração dando suas últimas arfadas se conduzindo à morte na presença do meu amor eterno.

- Resista, amor. Resista... por mim. – sua voz era desesperada, parecia que ele estava... chorando.

            Só de imaginá-lo chorando, ainda por cima por minha causa, senti meu coração acelerar – se é que ele ainda tinha forças pra isso. E então me dei conta de quão egoísta eu fui esse tempo todo, a ponto de ferir a pessoa que eu jamais quis que sofresse por mim. Eu não havia parado pra pensar nas consequências de um ato tolo e impensado.

- Não me deixe, Júlia. Você prometeu que seria a minha vida, prometeu que estaria comigo a cada dia, não posso viver sem você... – houve uma longa pausa, como se ele buscasse ar para continuar numa súplica a vida -  O que farei com as promessas? E nossos sonhos? Foi tudo em vão? Júlia, está me ouvindo? Eu te amo…

Senti meu corpo leve, já não conseguia mais ouvi-lo... Acho que realmente chegou a minha hora... Então este seria o adeus...  

If stars don't align
If it doesn't stop time
If you can't see the sign
Wait for it
One hundred percent
With every penny spent
He'll be the one that
Finishes your sentences


- Você consegue me ouvir, amor?

            Puxei o ar o máximo que eu pude e então me forcei a falar.

- Sim. – minha voz era quase inaudível, mas suponho que ele tenha conseguido ler os meus lábios.
- Ah, amor! – ele soou um pouco aliviado, mas a tensão ainda estava em sua voz. – Eu fiquei tão preocupado. Eu achei que você tinha me deixado. – fungou – Te amo muito!
- Justin...
- Não fala nada. Só descanse ok? A ambulância já está chegando.

            Ele me beijou docemente na testa e enlaçou seus braços em minha volta. Eu ainda estava muito fraca, mas agarrei sua blusa. Ao longe se podia ouvir o som de uma sirene.


Capítulo 1 aqui 






Demorou, eu sei. Mas ta ai :) beeeijo

terça-feira, março 27, 2012

8 comentários
Not Like The Movies 


Elodie_paulette_02_large_large



Qual é a sensação de viver em um conto de fadas? De acordar pela manhã com um ar renovado e seguir o dia flutuando felizmente?
Era o que Júlia queria descobrir.
Ter a vida de uma princesa sempre fora seu sonho... mas nem tudo é como nos filmes.

Capítulos:


Fanfic - Not Like The Movies

25 comentários
1. Consequências


- Eu vou te amar além do para sempre!

   Além do para sempre!
            
                  Pra sempre!
       
                        Sempre...
                              
                        Sem...

                   ...

Até quando dura o pra sempre?

            Senti meu corpo estremecer e a respiração faltar, e, então, o pânico passou em meu corpo como uma corrente elétrica impossibilitando qualquer outro movimento. Apesar de que eu sentia meu corpo leve, meus movimentos pareciam pesados demais, alguma coisa me prendia com muita força e me puxava bruscamente para baixo.

Eu me senti inferior ao pânico, inútil ao desespero de não conseguir lutar com força o suficiente pra conseguir vencer. Eu era uma perdedora, isso explicava tudo.

O arrependimento me invadiu junto com medo. Acho que o fato de eu ter me jogado no mar a mais de dois metros de profundidade não foi uma atitude muito sensata. Eu sabia que aquilo tinha sido a coisa mais estúpida e irresponsável que eu já havia feito. Aquelas palavras que foram jogadas na minha cara pela pessoa que eu tanto amava, agora faziam sentido. “Você é uma tola, fraca, sem fé! Na primeira dificuldade que encontra desiste de tudo. Já parou pra pensar nas inúmeras vezes que você não tentou só por medo de se machucar? A vida não é assim. Ninguém cresce sem se arriscar. Sabe por quê? Porque a vida não é como nos filmes. Você não pode dormir esperando que no outro dia dê tudo certo, você tem que fazer com que as coisas deem certo.”. E mais uma vez eu fui tola, infantil pelo fato de – novamente, como sempre – ter desistido de tudo por um medo idiota de se machucar.

Nada era como nos filmes, eu estava ciente disso. Entretanto, eu esperava todos os dias que ao menos as coisas que eu mais almejava ardentemente viessem facilmente até mim. Mas nada é tão fácil. Eu não poderia esperar que meu “príncipe encantado” me encontrasse e assim pudéssemos ser felizes para sempre; não poderia esperar que o tempo me presenteasse com o que eu não tinha; não poderia esperar que eu deitasse minha cabeça no travesseiro e no dia seguinte estivesse tudo resolvido. Porque a vida não é um conto de fadas, pra ninguém. O final feliz somos nós que fazemos. A felicidade é a consequência das atitudes que tomamos e de quanto acreditamos que os sonhos iram se realizar.
Você só pode levantar depois que cair. E aprender a acertar depois que errar. Nós aprendemos a viver caindo, errando, levantando, acertando.


[...]


Os batimentos cardíacos foram ficando cada vez mais lento...

            Meus olhos se fecharam e a escuridão tomou minha vista...

Meu corpo estava leve, quase não o sentia...

            A morte seria em questão de segundos.

Se eu morresse, o meu príncipe nunca mais iria voltar pra me beijar e me acordar do meu sonho encantado.


Just like the movies
That's how it will be
Cinematic and dramatic with the perfect ending
It's not like the movies
But that's how it should be
When he's the one
You'll come undone
And your world will stop spinning
And it's just the beginning


Aham, primeiro fanfic e não sei porquê. rs A ideia foi surgindo, surgindo... e quando vi estava o primeiro capítulo pronto. Espero que gostem :) 

segunda-feira, novembro 29, 2010

- Singelas diferenças.

11 comentários
                                               
                                                               Zurique, 29 de maio de 2008

Eu não me apaixono subitamente. Não que eu não acredite em amores a primeira vista ou em predestinação; estou dizendo que esses amores apenas não funcionam comigo – provavelmente por minha culpa.  Sabe, não confio muito em meus olhos. Tenho olhos de criança, tipo aqueles olhos de desenho animado, que olham para o Pica-Pau voando pelo céu e imaginam ele deliciosamente assado em uma bandeja, cheio de legumes ao redor. Eu sou daquelas que olha para o garoto que ama e vê corações pipocando por todos os lados enquanto anjinhos tocam sinos sobre nossas cabeças, mas não é daí que eu tiro a certeza do meu amor (tampouco das tremedeiras nas pernas, da falta de palavras e de ar).Eu sei que amo porque eu me importo. Eu sei que eu amo porque eu tenho vontade de brigar quando ele faz alguma coisa absurda que coloca em risco a própria segurança. Eu sei que amo porque de manhã, quando eu acordo, eu tenho vontade de ligar só pra desejar bom dia; e a noite, eu ligo pra saber se o dia foi bom e me interesso por cada suspiro que ele deu. Confesso que às vezes ligo só pra saber se ele sentiu saudade de mim, e às vezes deixo de ligar só pra ter certeza que a saudade dele é verdadeira, e espero ansiosamente o telefone tocar. Eu sei que amo porque quando eu vou ao shopping, comprar roupas pra mim, passo muito mais tempo na sessão de roupas masculinas, imaginando como ele ficaria lindo com aquela camisa ou aquele boné. Eu sei que amo porque quando converso com minhas amigas é só dele que eu quero falar. E sempre que a gente fica em silêncio eu tenho vontade de falar freneticamente sobre como eu adoro o som intercalado das nossas respirações – mas isso faria com que eu parasse de ouvi-las. Eu sei que amo porque quando ele me diz coisas duras, ou fala comigo de forma grosseira, meus olhos se encham de lágrimas imediatamente, mas eu tento disfarçar pra que ele não se sinta culpado, afinal, eu que sou sensível demais. E quando ele precisa de mim pra alguma coisa eu ganho meu dia apenas por pensar que – por um momento que seja – eu sou indispensável em sua vida.
                                                                                                                                                           1